
Costumamos frequentemente ver em nossos canais de televisão, seja por meio dos jornais ou programas livres, o aumento das pessoas que aderem a cirurgias plásticas, além do benefício que elas trazem à saúde e o bem-estar dos que a utilizam.
E não é somente na "telinha" de nossas casas que essas informações chegam até nós, mas também, por aquela "amiga da tia, ou da sobrinha" que fez o uso do novo objeto de brinquedo da medicina e sentiu-se maravilhada. Diz-se "novo" porque a cada dia aperfeiçoam e deixam mais abrangente suas irrefutáveis práticas. Diz-se brinquedo, pois tem a possibilidade de adornar "quase" que perceptivelmente o modo como a cliente quer.
Talvez não seja discutível tais melhorias que a "Santa Cirurgia Plástica" traz para seus beneficiados, nem mesmo questionável tal habilidade que médicos competentes tem ao fazê-la. Qual satisfação leva ao sorriso de muitas pessoas que foram "castigadas" pelo destino, pelo ambiente, ou outras situações, que nossa "vangloriosa medicina" tem o poder de levar a vida social a muitas pessoas.
No entanto, como de costume, na sociedade em geral, sempre tem as pessoas efusivas que não se contentam com tão pouco e fazem uso deliberado e abusivo dessa prática, que deveria ser usada, apenas para correção e bem estar dos seus.
Ora, não confunda você bem-estar com ostentação de luxo e vaidade. Uma pesquisa feita na revista Veja (2 de julho de 2008 - págs. 110-114) mostra que das mulheres acima de 50 anos que foram entrevistadas, 87% afirma que não se parecem com sua mãe na mesma idade, isso é maravilhoso, mas decepciona ao saber que 79% rejeitam ser chamadas de maduras, o que é um processo natural da vida, ela tem suas etapas e devem ser aproveitadas e respeitadas.
As mulheres não podem deixar de se preocupar, mais com a saúde do que com a aparência. Muito menos é aceitável as próprias mães que submetem seus filhos a tais práticas desenfreadas a fim de o enquadrar ao padrão de beleza da sociedade atual. Portanto, adequada-se perfeitamente a frase do Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional São Paulo, João de Moraes Prado Neto: " O resultado dessa obsessão são bizarrices produzidas por falta de bom senso não só dos pacientes, como dos próprios médicos."
Leah Costa.
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