
Aborto, tema polêmico e discutido em vários órgãos de imprensa, onde fazem perceptíveis opiniões civis, religiosas e políticas sobre tal assunto. São opiniões divergentes e que geram discussões.
Algo é certo, proibindo ou não há clínicas clandestinas que fazem o trabalho de aborto, algumas até sem nenhuma instrução ou preparação. Em geral, aborto no Brasil é "proibido" exceto em casos de estupro, e quando há risco de morte para a mãe.
No entanto, há algo além do aborto que está gerando mais polêmica, que é a própria liberação do mesmo no caso da anencefalia do feto, que ocorre quando o bebê desenvolve-se sem cérebro.
O aborto nessas circunstâncias é o "alívio" para a mãe já que ela suporta durante mais ou menos seus nove meses um "projeto" de pessoa que não chegará a viver e caso ocorra, não durará muito tempo. Porém, sabe-se que essas mães que abortam mesmo sendo nestes casos, continuam sentindo a presença do feto, além da pressão psicológica a que elas próprias submetem-se e uma possível depressão que podem passar a ter. E não é somente esses fatores psicológicos que influenciam direto ou indiretamente, há casos também da dificuldade de engravidar pós aborto.
Não contando somente com isso temos que relembrar que devemos ter respeito pelas pessoas, pela vida, suas etapas devem ser honradas, seu ciclo natural deve ser aceito. Não é porque você morrerá mais cedo ou mais tarde que deixará de viver, não é porque irá cair um dia que você tem que parar de andar. A vida não é assim, há seus desenvolvimentos e seu tempo que devem ser compreendidos. Não é porque você não tem uma perna ou um braço que você não é considerado ser humano, mesmo que eles sejam importantes para sua locomoção.
Uma pessoa cega tem direito à vida, assim como um paralítico, um leproso, uma pessoa com síndrome de down, ou qualquer outra deficiência, não importando quanto tempo essa pessoa viva, porque uma vida não é contada a partir de anos, meses, dias ou horas. Vida é simplismente vida, não importando o tempo ou a circunstância.
Leah Costa.
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